Recentemente foi autorizada aqui em Noronha a matança das Garças. Elas foram chegando devagar, passavam alguns dias e depois continuavam sua trajetória. O caso é que Noronha é Noronha e elas viram que tinham Mabuyas, (um lagarto endêmico), camundongos, (que são muitos), e poderiam ficar por aqui, tem comida, é Brasil e é uma unidade de preservação. Mas o tiro saiu pela culatra e os dias das Garças estão contados. Já mataram muitas. O motivo que alegam é que as Garças colocam em risco as aeronaves que aqui pousam. Coisa aliás, que os Mumbebos, Albatrozes e outras aves que aqui habitam colocariam também. Dizem os estudiosos que já tentaram de tudo, menos os vôos noturnos, pois nessa hora todas as aves estariam dormindo e as aeronaves pousariam com segurança em relação a choques com as aves, embora não temos ILS no nosso aeroporto, (instrumento de precisão para pouso). Mas o caso é outro. O Pombo Correio.

Recentemente um amigo meu, o Marenga, encontrou um Pombo Correio que talvez por cansaço resolveu da uma parada na ilha. Talvez por saber que a ilha é uma unidade de conservação e ali ele teria sossego ate se recuperar e partir de volta de onde saiu. O Pombo é da Espanha, pelas informações que vimos numa anilha em uma das pernas. Marenga entrou em contato pela internet e descobriu que existem famílias tradicionais que criam Pombos e fazem torneios de autonomia de vôo. O Pombo ao saber da matança das Garças entrou em pânico, e corre da autorização federal, ele foge da federal e paralelamente a Policia Federal se instalou aqui, mas isso é só uma coincidência.

O que fazer com o Pombo Correio?

Aguardamos sugestões.

Marenga e Ju Medeiros