SE COLOQUE NO LUGAR DO OUTRO

          Uma vez ouvi de um Mestre, “…podemos nos aproximar de uma coisa apenas se obedecermos a maneira através da qual ela pode ser percebida.” Isso me levou a refletir que um dos maiores problemas nas relações pessoais é a maneira por onde um quer ser compreendido e/ou por onde o outro quer se fazer compreender. Tenho um amigo que se casou três vezes com a mesma pessoa, e cada novo casamento prevalecia o velho código do primeiro e ele resolveu terminar definitivamente. Eles discutiam muito sobre vários motivos e ao mesmo tempo não tinham motivos para tantas discussões, pois eles foram vitimas dos “achismos” , eu achava que você nao gostava disso , falava um, e eu achava que era você que nao gostava disso, sendo o “disso”a mesma coisa. Os psicólogos, antropólogos e que quer que seja, escreveram sobre; os bebes, a criança, a infância, a adolescência, a juventude o adulto e esqueceu da melhor idade, da “evelhescencia” , e aí onde se pode notar o quanto perdemos por nao querer ver com os olhos verdadeiros, nao observamos pelos olhos do coração e sim pelos olhos do rosto. E deixou a ação da cor, ou seja o coração esquecido, e é através dele que nossa criança nos fala o que a gente deve saber e sentir.
         Sendo assim, quando algum ser que faça parte do seu coração ou nao, mas quando você ver que nao consegue se comunicar com ele para que o mesmo entenda e enxergue o que se deve enxergar, é necessário se colocar por onde ele possa ver e também por onde a gente possa certificar que ela esteja enxergando. Uma coisa boa e as vezes funciona para relacionamentos é o escrever, a arte do escrever e do ler sem a presença de quem escreveu é uma idéia interessante. Escreva tudo que quer dizer a uma pessoa e peça a ela que responda um dia tudo que quiser sobre aquilo por escrito também, e ao evitar a palavra falada na hora e a necessidade de re-pensar, re-analizar o sentimento se manifesta de uma forma mais clara para ambos. E quando fere o sentimento a clareza vem na mesma hora.

NO FINAL É SÓ SENTIMENTO.

          Não vemos formas, vemos cores. Quando estamos na escuridão do dormir, o nosso espirito viaja para locais esquecidos temporariamente por nós, pelos menos nós “normais”. E quando ele retorna e entra no túnel da escuridão das lembranças tudo escurece e se tem que dar a cor a ele, tem se que a-cor-dar. Ao receber as cores que o sol nos oferece vamos distinguindo as formas e lemos o mundo delas. Mas na realidade não estamos vemos as formas e sim as cores. Se colocar mos uma estrela amarela numa parede  exatamente da mesma cor da estrela e não tiver nenhuma sobra, não veremos a estrela, concorda? Porque nao vemos formas e sim cores. Lá nos livros de Física aprendemos com o senhor Isaac Newton que a cor que vemos em um objeto seria qualquer cor, menos a que ele se apresenta, pois este objeto absorve todas as cores que ele tem, menos a que ele nao tem e essa cor é refletida, é proibida de ser absorvida pelo objeto e a reflete, nos iludindo. 
          Chegamos a conclusão que: Se nao vemos formas, vemos cores, e a cor que estamos vendo é uma ilusão, pode ser qualquer uma menos ela. O que resta?  Sentimento. E é através da arte do sentir que se compreende as coisas do mundo.
           Assim também podemos entender nós mesmos, observando os outros, e nao há outra forma de nos conhecermos. As pessoas muitas vezes fica da mesma cor do obvio e nao a vemos. Quando ela se mostra, muitas vezes se mostra de uma personalidade refletida, ela é quase tudo menos a que esta se apresentando. E aí para podermos ama la , temos que senti la no nosso coração que é a (Ação da Cor), invertendo; (Cor + Ação).


          

ESTAREI VOLTANDO A ATIVA A PARTIR DE HOJE

Passei muitos meses sem escrever no meu Blog por questoes operacionais, mas a pedidos dos amigos vou começar a blogar .

A IMPORTÂNCIA DE UM FUSÍVEL


A IMPORTÂNCIA DO FUSÍVEL

 

 

05h00min – Preparo para encontrar o pessoal do MC Cometas do Asfalto. Moto abastecida, carga bem segura, e saímos as 05h30min. Nos das Custom saímos na frente e logo depois as esportivas. Chuvinha fina, dia amanhecendo e la vamos nos rumo a Paulo Afonso para o Moto Energia 10 anos. Primeira parada pouco antes da cidade de Caruaru, tomamos o café da manhã e partimos. A chuva já nos tinha liberado e o velocímetro marcava seus 120 KM/h. Estrada dupla até a cidade de São Caetano no estado de Pernambuco ainda. O frio era bom, para nós aqui do nordeste era MARAVILHOSO. Logo depois deixamos a BR 232 e pegamos a esquerda a BR 423 o rumo agora era Garanhuns-PE, umas das cidades do frio pernambucano e onde é realizado o Festival de Inverno, onde músicos e bandas famosas se apresentam todos os anos no mês de junho. Ao chegarmos em Garanhuns fomos recepcionado por uma das  Concessionárias da Honda, uma água para hidratar e uma gasolina para as motos, em especial as Custom pela sua inevitável autonomia e partimos, desta vez o rumo era a cidade de Águas Belas PE, faltando pouco para alcançar a divisa com Alagoas. O tempo mostrava algumas nuvens escuras mas sem previsão de chuvas, apenas aquele friozinho  que fez  os pneus agradeceram. Adentramos o estado das Alagoas, e chegamos em Águas Belas, abastecemos e fomos a casa de um Sr que é pai de uma das nossas amigas do MC Cometas dos Asfaltos, lá foi um recepção muito calorosa, todas as motos em frente a casa dele e ele nos ofereceu um lanche de alto nível. Queijo de manteiga, queijo de coalho, Bolos, sanduíches, Paes, salada de frutas, café com leite, e mais comidas, por mim a festa ficaria ali mesma, mas… o ponto final era Paulo Afonso e depois de uns 40 minutos partimos. Quando já ouvindo na minha cabeça os sons das cachoeiras de Paulo Afonso, pois a CHESF a pedido do Prefeito e do evento abriu as comportas para que os visitantes pudessem apreciar as maravilhas da natureza em forma de cachoeiras, que moral o evento em? Bom, mas vamos relatar mais, afinal o que tem haver com fusíveis tudo isso?  Antes do KM 40 nas coordenadas (  ), na minha frente passa uma moto esportiva e percebi que a mochila da garupa estava aberta e largando pela estrada, roupas, carteira, em fim, o que se leva em mochilas, eu comecei a buzinar freneticamente, a buzina da minha virago 1100 é uma daquelas de ar comprimido, mas???? O cara a mil e eu atrás que disse que ele  ouvia? De tanto tentar e outra moto também cortou ele e fez sinal e ele foi para o acostamento. Nesse mesmo instante vejo que a buzina estava ficando rouca, eu sabia que não era pelo esforço das cordas vocais, pois eu como artista, (cantos e compositor) sei que se uma pessoa começar a gritar muito ela ficara rouca naturalmente, mas a buzina da moto? O que acontecera? Vi também que à medida que buzinava o conta giros da moto oscilava, estranho né? E de repente a moto faltou som e imagem, e no mesmo instante como também tava encostando no acostamento e via que o coração dela parou. Meu deus? Enfarto elétrico do motocardio ??? E parando em seguida o Wilson do MC Cometas do Asfalto e o Sóstenes do MC Anjos de Quatro Patas, e mais outros amigos. E aí vem os diagnósticos: Foi a gasolina, ou seria a bateria, quem sabe o retificador, e minha cabeça rodava, em desalegria com minha Virago, o que seria que ela queria me apresentar? Pega ferramentas, tira a bateria e vê que esta sem água, mas… uma pessoa tinha me falado que essa bateria não pegava água era blindada, mas tinha os locais para abrir e colocar, e um falou, claro que leva água, mas onde arranjar água, vamos colocar mineral mesmo. Nessa hora quem não saca nada (como eu, ainda) fica escravo das idéias dos outros que ao meu ver são mais antigos e devo respeita los por ordem dos tempos. Mas nada de solucionar o problema. A moto não queria papo com energia elétrica, e resolvemos empurrar, força, ela pesa muito e com o tanque ainda mais da metade e carga, a moto pegava soluçando, como se estivesse apenas um piston na ativa, imagina minha cara ao pensar no meu bolso?? Mais a força para se mover pelo motor era quase nula, soluçava, pulava e andava bem devagar, cheguei a me lembrar das velocidades baianas, devagar, devagarzinho e Dorival Caymmi, pois é, a moto ia nessa  velocidade. Começava a chover, aquela chuva tipo nem molha nem para mas, encharca. Solução? Ir até Paulo Afonso e tentar um reboque. Minha companheira ficou numa casa em frente e lá vai eu na moto do Sóstenes do MC Anjos de Quatro Patas, ele me confessou (depois no evento)  que nunca levara nenhum na garupa por não ter essa habilidade, motivo pelo qual ele não viajara com sua companheira. E a chuva começava a querer me avisar que existia. Estava mos a 70 km da cidade de  Paulo Afonso, na metade do caminho paramos em um posto para saber se tinha algum reboque, e o frentista falou que “temos não, hoje é feriado” dia do trabalho, e que trabalho!!! Ao descer da Virago do Sóstenes deu um começo de câimbra e eu fui ao chão, e caí de costas batendo com o capacete,(vejo como é importante o capacete) caí sozinho, descendo da moto, mas se não tivesse usando o mesmo!!!. Não tinha reboque, troquei de moto por instinto, pois não queria prender mais meu amigo, apesar de eu saber que ele faria tudo que fosse possível, mas subi na F 750 do Wilson MC Cometas do Asfalto, e la vai velocidade até Paulo Afonso. A chuva continua, o céu todo cinzento, a tarde se despedindo do dia. Ao entrar na cidade, aquela maravilha de cenário, muita água, pontes, cânion,  e eu a pensar na minha companheira que ficara lá, mas sei que ela é desenrolada nessas horas. Ao entrar no evento fomos ao local de inscrição e falei do problema, fui atendido por Urubu, um dos MC Cavalo Doido, ele me falou, não se preocupe, ta resolvido seu problema, temos reboque, e mecânico a disposição 24 horas. Maravilha, que atendimento. Ele fez algumas ligações e depois de vinte minutos eu estava conversando com João Flor, o proprietário de um reboque e o mesmo já chamou seu fiel amigo, o Lopes. E Lopes me fala, – me aguarda quinze minutos que te apanho ali, indicando uma sombra de uma arvore numa praça ao lado do evento. Espero quinze, vinte, quarenta minutos e chega ele num gol com o reboque atrelado. Passamos no posto e abastecemos o veiculo, sessenta reais de gasolina. E zarpamos, já escuro paramos ao lado da moto e logo minha companheira acenou com e se despediu da família que estava apoiando ela, Sr. Renato, sua companheira e duas filhinhas. Empurramos a moto para subir no reboque, prendemos e saímos, graças a Deus, pelo menos minhas companheiras estavam comigo já, me refiro a mulher e a moto. Andamos poucos quilômetros, pouquinho mesmo e o Lopes falou, acho que o pneu ta estranho e parou para observar o mesmo. Advinha o que aconteceu??? Pneu baixou, abrimos a mala traseira, retiramos duas caixas de som que era quase do tamanho da minha Virago 1100 e pegamos o pneu. Mas na maré que eu tava advinha o que aconteceu? Já sacou né? Pois é, o pneu estepe estava murchinho da Silva Xavier. O que fazer?? Minha companheira fala, coloca o do reboque no carro e esse murcho no reboque, pois é mais leve. Fiquei até impressionado com tamanha inteligência da milha companheira, eu nem o Lopes pensava mos nisso, Salve as Mulheres!!!. Fomos trocar e o que acontece??? Cadê as chaves de roda? O parafuso do reboque não queria papo com a chave que ele tinha e a sorte é que eu tenho uma chave tipo inglesa que deu para solucionar o problema. Trocamos tudo, sorrisos nos rostos e partimos, andamos um pouso e pneu do reboque, que era do carro não agüentou e esfarelou no sentido mais amplo da palavra, tratava se de um pneu coberto e já estava ressecado por dentro. Não quero por isso tudo desmerecer o reboque, pois sem o mesmo acho que ainda estaria em Paulo Afonso. Como paramos ao lado de um posto, pois rodamos com o o pneu murcho até ficar num local mais seguro, motivo esse que fez o pneu esfarelar se. Na frente do posto tinha uma borracharia, se é que aquilo poderia ser chamado de tal. O rapaz tirou o pneu da roda e vimos que a câmera de ar estava com 6 furos, e não tinha o aro correspondente para vender, pois o Lopes até pensou em comprar um pneu. Mas não tinha o aro referente, em fim ? o que é um “peido” para quem ta todo cagado? Solução era telefonar para João Flor e pedir para que outro carro trouxesse um pneu. O que ele prontamente fez, falou com o Telos, é esse é o nome do rapaz mesmo, é Telos pegou o carro e veio até onde estava nós. Sujeito inoxidável, ficamos amigos. Bom ele chegou depois de algumas horas, (risos) imagino que vocês estão rindo também. E finamente trocamos o pneu, ele trouxe dois pneus completos mas como já era tarde achamos melhor ir logo para Paulo Afonso. Pois ainda tinha a Barraca para montar, pois não consegui mas hotel nem pousada nem motel, o evento é grande e eu tinha decidido ir mesmo acampando, e fiz a cabeça da minha companheira para acampar, coisa que ela nunca tinha experimentado. Bom, chegamos a cidade de Paulo Afonso já era sábado, meia noite e quinze. O Telos trabalhava no Clube do Jipe, local que fora gentilmente cedido para as pessoas armarem suas barracas. Não era um clube de camping, mas tinha espaço suficiente. Lá já tinham varias barracas, pessoal de Mossoró RN, de Souza PB e mais outras. Armamos a barraca e fomos até o evento de carro, a moto ficou ao lado da barraca que eu inaugurara.

Sábado de manha, 09:00hs o João Flor chega com uma chupeta e tentamos ligar a moto, ela ainda não queria nada com a vida, não acendia nada no painel, nem tão pouco o motor chegara a p pensar em funcionar. Levamos ao mecânico da cidade indicado pelo pessoal do MC Cavalo Doido, que são os mesmo do evento. Desde já agradeço a hospitalidade e tamanha organização do evento. Ao chegar na oficina, o Helinho passa a bola para o seu sobrinho cuidar da moto. E que profissional ele viu, menino novo, seus 17 a 19 anos de idade. Contei para ele o que aconteceu e ele já de cara, abriu o compartimento onde fica o compressor da buzina, aquela bolha lateral, de um lado filtro de ar e do outro como é vazio o compressor. Desligou os fios do mesmo, colocou uma bateria de carro, tocou e a moto???? Vrummmmmmm vrummmmmmm. Havia um sorriso na minha face, parecia que o mundo acabara de ser descoberto. Só em saber que o problema tinha sido resolvido. E ele me falou, passa aqui as 13:00hs que eu vou dar uma carga na bateria. De lá fui com o Telos para uma prainha, comer uma tilapia e um tucunaré, peixes de água doce que dificilmente encontro e por morar em Noronha só como de água salgada. Nem vou contar o que houve nesse episodio do peixe, a não ser que vocês peçam ao redator para liberar.

                   Às 13:40 Hs fui à oficina, a bateria não prestava mais, não pegou carga, e o Joao Flor me vendeu uma semi-nova. O preço do serviço foi 50,00 R$, paguei rindo. E a explicação final: A buzina não tinha um fusível que custa menos que um real, como o relé entrou em curto, em seguida queimou o geral da moto. Até pensamos em ver o fusível geral na estrada, mas nenhum de nós sabíamos onde era.

Moral da História

 

Sempre leia o manual da moto várias vezes.

Sempre tenha fusíveis de reserva.

Coloque fusíveis separados para cada coisa.

 

Ps. Comprei essa moto em Lauro de Freitas em setembro de 2008 já com a buzina instalada.

 

Muito grato a todos envolvidos na historia.

A IMPORTÂNCIA DE UM FUSÍVEL

O Pombo Correio e a Garça em Noronha

Recentemente foi autorizada aqui em Noronha a matança das Garças. Elas foram chegando devagar, passavam alguns dias e depois continuavam sua trajetória. O caso é que Noronha é Noronha e elas viram que tinham Mabuyas, (um lagarto endêmico), camundongos, (que são muitos), e poderiam ficar por aqui, tem comida, é Brasil e é uma unidade de preservação. Mas o tiro saiu pela culatra e os dias das Garças estão contados. Já mataram muitas. O motivo que alegam é que as Garças colocam em risco as aeronaves que aqui pousam. Coisa aliás, que os Mumbebos, Albatrozes e outras aves que aqui habitam colocariam também. Dizem os estudiosos que já tentaram de tudo, menos os vôos noturnos, pois nessa hora todas as aves estariam dormindo e as aeronaves pousariam com segurança em relação a choques com as aves, embora não temos ILS no nosso aeroporto, (instrumento de precisão para pouso). Mas o caso é outro. O Pombo Correio.

Recentemente um amigo meu, o Marenga, encontrou um Pombo Correio que talvez por cansaço resolveu da uma parada na ilha. Talvez por saber que a ilha é uma unidade de conservação e ali ele teria sossego ate se recuperar e partir de volta de onde saiu. O Pombo é da Espanha, pelas informações que vimos numa anilha em uma das pernas. Marenga entrou em contato pela internet e descobriu que existem famílias tradicionais que criam Pombos e fazem torneios de autonomia de vôo. O Pombo ao saber da matança das Garças entrou em pânico, e corre da autorização federal, ele foge da federal e paralelamente a Policia Federal se instalou aqui, mas isso é só uma coincidência.

O que fazer com o Pombo Correio?

Aguardamos sugestões.

Marenga e Ju Medeiros

Ao Amigo Lenine (Acróstico)

ONTEM FUI DORMIR CEDO
SONHEI QUE O MUNDO MELHORARIA
WASHINGTON JÁ NÃO TINHA MAIS SEGREDOS
AFEGANISTÃO JÁ É POESIA
LONDRES NEM CASSETETE É PRECISO
DITADURA JÁ É PEÇA DE MUSEU
OLHOS NOS OLHOS DO EX-NARCISO
LEMBRANDO PRA TODA JULIETA HÁ UM ROMEU
ENTENDI A EXPANSÃO DO UNIVERSO
NA HORA QUE O SONHO APROFUNDOU
INCITE É A UNIÃO DOS VERSOS
NO SIMPLES DO EU SOU QUEM SOU
ENQUANTO NUM GRÃO DE AREIA
MASTIGO AS PALAVRAS EM PENSAMENTO
AMOR NA ILHA DAS SEREIAS
CONFUNDI O FATO COM O MOMENTO
E RE-INAUGURO A PALAVRA CANTADA
DO SONHAR DE TODO POETA
OBRIGANDO A( COR-DAR) A MADRUGADA
PINTANDO O ALVO, A MÃO E A SETA.
INSISTI MAIS NO SONHAR
MESMO SABENDO QUE JÁ É DIA
E VI A ESTRELA DO NORTE ILUMINAR
NO CALOR DO CORAÇÃO DE MARIA
TE TIRO O POETA
E TE TRANSFORMO EM POESIA
LENINE.

A PRIMEIRA VEZ QUE UMA BLITZ ME PAROU

O ano era o de 1976. Minha mãe tinha comprado uma Brasília amarela (pura coincidência com a futura musica dos Mamonas). Eu estudava no Esuda, um colégio do Recife com uma nova metodologia de ensino. Fazia o científico. Para quem não viveu esse tempo, é o que representa hoje o 2º Grau. As provas eram aplicadas aos sábados e somente aos sábados. Bom, vamos a história;
Como quase sempre lá vai eu meio que atrasado para a prova, saí de Olinda onde morava e peguei a estrada que leva ao Recife, havia pouco tempo que a lei dos 80Km/h tava valendo. Eu estava a uns 80 ou 100 Km/h, e olha que isso era muita velocidade na época. Não que hoje não seja, mas o caso é que a qualidade de segurança dos nossos carros eram de carroças, como falava nosso ex-presidente collorido. De repente, não mais que de repente mesmo!!! Aparece um policial do trânsito e faz sinal de longe para eu parar, na realidade, para eu ir parando, e para não frear bruscamente, eu fui pisando no freio aos poucos e parei um pouquinho distante do policial, o suficiente para ele vir andando e ao mesmo tempo se “arretando” (ficando puto da vida em Nordestês). Ele para e antes mesmo d’eu começar a falar ele introduz o famoso texto: Bom dia? Habilitação, Documento do Veículo e Identidade do Condutor, (espaço de 15 segundos), – Por favor. Eu com as pernas tremendo, embora só eu sabia, fui fazendo a coleta dos documentos exigidos e entreguei para ele com uma cara de quem queria ser muito amigo, companheiro, sobrinho, primo, parceiro no futebol, etc. Ele olhou, foi atrás do veículo, confirmou a placa e voltou ao meu lado e falou; O Sr. ta com muita pressa né? Eu pensando que ali terminaria meu envolvimento com ele, disse – Tô sim senhor, é que tenho uma prova e estou muito atrasado. E ele, já com uma cara de multa perguntou, e para quê que o sr. quer estudar? Eu teria muitas respostas se eu pensasse um segundo antes de falar, poderiam ser;
1 – Para me tornar um advogado e melhorar nosso País.
2 – Para me formar em medicina e salvar muitas vidas e poder ajudar os mais necessitados.
3 – Para….. e para…. etc.
Mas confiei na minha incrível mente criativa espontânea e rápida, e a frase resposta foi exatamente essa;
Para não ser guarda de trânsito feito o senhor.
Bom, nem precisaria contar o restante, mas em consideração aos leitores, vamos lá.
Ele pediu para eu descer do veículo e fez uma radiografia completa. Luz alta e baixa, buzina, extintor de incêndio, luz de freio, setas, pneu de reserva, triângulo, chaves de roda, limpador do pára-brisa, acho que somente isso tudo. e ainda ganhei uma multa de excesso de velocidade e desrespeito a autoridade. A sorte era que a brasília era zero KM, e tava tudo nos trincks. E o pior foi que a multa naquela época não iria para a carteira do condutor e sim diretamente para o veículo na sua futura renovação de emplacamento. Para surpresa da minha querida mãe, mas essa história eu conto depois.

Meu Segundo e Quase Último Mergulho em Noronha

Logo que cheguei à ilha, pra dizer a verdade, depois de um ano de ilha, resolvi aprender a mergulhar com cilindro, o mergulho de garrafa como a maioria conhece e pensa que é oxigênio que tem dentro. Na realidade é ar comprimido, claro que tem um percentual de oxigênio também. Mas o oxigênio puro não é benéfico se respirar depois dos três metros de profundidade.

Mas vamos a historia; resolvi aprender a mergulhar, e toda vez que o barco da Águas Claras, (na época a única empresa de mergulho na ilha), ia para o mar levando turistas para o mergulho com cilindro, eu ia com a galera e vez ou outra pintava uma oportunidade de descer, (mergulhar) com algum amigo. Primeiro eram os turistas e se sobrasse uma garrafa cheia ou pela metade eu aproveitava e dava um mergulho. No primeiro dia fui muito legal, eu já macaco velho no mar em ter tido “experiênciado” toda minha infância e adolescência na beira mar de Olinda – PE Mas mergulhar com cilindro é outra coisa, é a possibilidade de você retornar a respirar num meio liquido, e sabe o que isso significa? Retornar as sensações uterinas. Escreverei sobre isso em outro tópico. Mas vamos lá. O segundo mergulho, “ah o segundo mergulho!”. Durante a operação com os turistas, um deles resolveu abortar o mergulho pela metade, e o Rony falou pra mim, – se equipa que vamos descer mais uma vez. Equipei-me, e esperei ele se equipar também. Minha garrafa estava pela metade. Então descemos, eu, Rony e Hayrton que também estava em curso de mergulho. O descer foi fácil, e respirar também, eu não tinha lá essas dificuldades todas, o importante era viver essa experiência para poder trabalhar com mergulho ganhar uma graninha, pois não havia outra opção para eu ganhar grana, ou cantando ou mergulhando. Em determinado momento o Rony passa por um buraco e o Hayrton segue e eu vou também seguindo. Só que como meu cilindro estava pela metade eu estava com tendência de flutuação positiva, ou seja; subindo. E ao passar pelo buraco a torneira enganchou na borda e eu fiquei sem poder ir em frente. Isso fez com que eu respirasse mais rapidamente tornando assim meus pulmões mais cheios e consequentemente mais leve meu corpo ficava e a cada vez, mas difícil de sair dessa. Pensei em tirar o colete e subir, mas graças a Deus não foi possível. Se assim o fizesse eu tinha em mente prender o ar nos pulmões e de uma vez só subir até o nível do mar, mas seria meu fim, pois o ar comprimido preso ao subir iria se expandindo e poderia estourar meus pulmões ou mesmo provocar uma embolia gasosa, e o final seria trágico. Pra frente não dava, pra trás também, gritar não era o caso, bater no cilindro com alguma coisa para fazer som e assim chamar meus amigos não adiantaria, pois não tinha ângulo. E agora? Perguntei a mi mesmo. E a resposta foi que tinha chegado a minha hora. Lembro-me que olhava o manômetro e via cada vez mais o ponteiro ir à direção da zona vermelha, é uma marcação que quer dizer que ta na hora de subir. De repente um Saberé ou Sargentinho, como queira chamar, trata se de um peixinho com listras amarelas e pretas que existem em todo nosso litoral, e muito em Noronha. Um aparece bem em frente aos meus olhos e me diz. – Cadê toda a sua tecnologia? O que você pensa agora? E eu me senti impotente diante aquele peixinho e aquele marzão. Nesse momento a gente não tem a noção de tempo – espaço. Tudo é ao mesmo tempo agora. Eu me vi criança, vi meus pais, irmãos, repensei toda a vida. Não vi nenhum túnel, luz, nem figuras do céu, essas coisas que vêem no leito de morte, eu apenas refletia muito e cheguei a acreditar que esse seria meu fim, mas é impressionante o quanto a gente não sabe um milésimo de segundo sobre o futuro. Nem mesmo ali naquela situação eu poderia afirmar que seria minha passagem, pois isso só a Deus é permitido. Eu imaginava como morrer, não queria ficar esperneando com a presença de água dentro dos pulmões, preferia inspirar e prender o ar até desmaiar. Mas isso foge ao nosso querer, pois o ato dos pulmões inspirarem e expirar se da ao fato do ar ali contido estar queimado ou não. Quando a energia do ar que inspiramos é absorvida pelo corpo os pulmões o expelem para troca de um novo ar. Mas fui me deixando ir, aceitei o fato de encerrar minha jornada ali e me sentia feliz de ser assim. Bom, o fato é que não foi dessa vez. A respiração foi ficando cadê vez mais pesada, o cilindro já estava quase vazio, e eu numa tranqüilidade absoluta, esperando a hora. Já nem me lembrava que tinha mergulhado com amigos, aliás, nem me lembrava que tinha mergulhado. E de repente, não mais que de repente eu sinto uma força me empurrando para baixo e fazendo-me sair do engasgo. Era o Rony, olhei para ele bem calmo e fiz o sinal que estava sem ar, “que é passando a mão por sobre o pescoço como quem se degola”, e ele com um outro sinal mandando me subir, “que é a mão sinalizando legal, com o polegar para cima”. Eu repetia o mesmo sinal e ele repetia o mesmo também ate chegarmos ao nível do mar. E ao tirar minha mascara de mergulho e o regulador da boca eu coloquei todo o ar que havia sobre o mar pra dentro de mim, e gritei para o Rony, Filho da Puta, eu num disse que precisava de ar pôrra!!!! E ele falou bem tranquilamente, – é que o Randal* falou que mesmo acabando o ar nos pulmões, ao subir existe uma reserva que vai expandindo, e eu queria testar isso com você. É claro que não fiquei zangado com ele, e graças ao Rony hoje eu mergulho em Noronha sem um mínimo medo de faltar ar, desde que seja mergulho de até no máximo 17 metros.

*Randal Fonseca, Um dos melhores mergulhadores do mundo, e proprietário da primeira empresa de mergulhos em Noronha.

Redutores de Velocidade em Noronha

          Recentemente colocaram na menor BR do Brasil, a de Noronha, aquelas tartaruguinhas que reduzem a velocidade. O que é uma boa idéia da PM ter pedido ao Detran. Interessante é que alguns motoristas passavam pelo acostamento para não reduzir a velocidade, logo logo o pessoal do Detran percebeu e colocou também no acostamento. Um dia eu percebi que um carro que estava à minha frente ao ir de encontro com os redutores ele desviou pelo acostamento mesmo também tendo lá os redutores de velocidade. Moral da história? Alguns seres humanos persistem no erro, pois já não era o problema do redutor se chocando com o pneu, mas sim não querer se educar.

1 2 3